EM TORNO DA PRECE
- svdee1
- 9 de fev.
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Atualizado: 9 de fev.
Na Criação, não há pedido sem resposta.
O que parece, por vezes, silêncio e negação em torno da rogativa é o próprio desinteresse da alma que, quase sempre, entre a inquietação e a leviandade, voeja de solicitação a solicitação, sem persistência bastante para alimentar os próprios anseios no tempo - de vez que o tempo é o matemático divino que não podemos esquecer ou iludir.
Atenta, pois, para o que pedes, porque, se O Senhor sabe aquilo que nos convém, raramente conhecemos, em verdade, aquilo de que necessitamos.
Todos se prosternam perante o altar da vida e algo suplicam do que consideram material imprescindível à própria felicidade.
Muitos pedem ouro e recebem a fortuna emoldurada nas garras da aflição.
Muitos reclamam beleza física e recolhem-lhe os dons de mistura com o fel de dolorosas desilusões.
Muitos imploram o poder humano e apossam-se dele, incorporando, irremediavelmente, pesadelos à própria sorte.
Muitos rogam a evidência social e escalam-lhe os dourados galarins, passando a respirar o hálito envenenado do desencanto e da morte.
Muitos pedem o louvor da inteligência e adornam-se com a fama, penetrando, contudo, em pavorosos sorvedouros de angústia.
Acharemos o que buscamos.
A reação será, invariavelmente, o reverso da ação.
Quem deseja sente.
Quem sente pensa.
Quem pensa realiza.
Saibamos, assim, selecionar os nossos impulsos, porquanto a Eterna Bondade estrutura para a nossa existência o programa que mais nos favoreça a própria edificação.
Cumpramos nosso dever, puro e simples, onde estivermos, seja no reduto doméstico ou no campo social, à frente dos nossos familiares ou dos nossos desafetos, oferecendo-lhes todo bem ao nosso alcance, e a obrigação corretamente atendida será o degrau de nossa ascensão aos planos mais altos.
Por isso mesmo, em qualquer problema da oração, não nos esqueçamos de que a vontade sábia e justa do Pai Celestial, em nosso próprio favor, deve ser executada com o nosso melhor concurso assim na Terra como nos Céus.
Emmanuel, por Chico Xavier, em À Luz da Oração.


