PENSAMENTO E SINTONIA
- svdee1
- 9 de out. de 2025
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Atualizado: há 1 dia
ENTENDIMENTOS
Os Espíritos atuam sobre o pensamento dos encarnados. (1)
O pensamento influi no tipo de Espírito que responderá a uma evocação, pois isso depende da natureza moral do meio que o evoca. Nas reuniões sérias, onde predomina o desejo sincero de aprendizado e o amor do bem, manifestam-se os Espíritos Superiores, que afastam os inferiores; estes últimos têm livre acesso e plena liberdade de ação entre as pessoas frívolas que são impelidas somente por curiosidade ou maus instintos, trazendo futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, mistificações (Muitas vezes tomam nomes famosos pra enganar). (2)
Há quem deduza que só se comunicam seres malfazejos, apenas com o objetivo da mistificação, desconhecendo as comunicações dos Espíritos superiores. É de lamentar que apenas lhes tenha sido mostrado o lado mau do mundo espírita. Isso ocorre ou porque uma tendência simpática atrai para eles, em vez dos bons Espíritos, os maus, os mentirosos, ou aqueles cuja linguagem é de revoltante grosseria; ou porque a solidez dos princípios dessas pessoas não é bastante forte para preservá-las do mal. Divertindo-se em lhes satisfazerem a curiosidade, os maus Espíritos disso se aproveitam para se aproximar delas, enquanto os bons se afastam. (3)
Outros dizem que o diabo se reveste de várias formas pra nos enganar; isso significaria que o diabo também poderia dar bons conselhos, ser criterioso e ponderado ou que também haveria bons diabos. (4)
Os Espíritos comunicam-se entre si pelo próprio pensamento e é difícil para eles adaptarem-se à morosidade de nossa escrita bem como à precariedade de nossa linguagem. Porém, os Espíritos superiores o fazem com perfeição quando o ensino é importante. Verifica-se, ainda, que eles se exprimem em todas as línguas e as entendem todas. (5)
Não importa a assinatura ou o nome importante de um Espírito; importa é a pureza de seus ensinamentos e a conexão que demonstre com os Espíritos mais elevados. (6)
Pode-se conceber o espírito sem a matéria e vice-versa pelo pensamento. (7)
Consideramos os elementos da tabela periódica como a base de tudo o que existe por desconhecermos a substância primitiva de onde se derivam. Entretanto, há só um elemento primitivo e as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento. Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de hidrogênio, pode tornar-se corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio ou por meio da ação magnética dirigida pela vontade.(8)
A força da vontade ou do pensamento pode ser verificada no próprio ato da criação, pois Deus criou o Universo pela Sua vontade, tal qual aparece na Gênese - “Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.” (9)
FONTES
Livro dos Espíritos, Introdução, "Ao Estudo da Doutrina Espírita VI"
(1) Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão no Espiritismo.
(2) “Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõem, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de se obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro.
Livro dos Espíritos, Introdução, "Ao Estudo da Doutrina Espírita X"
(3) Indubitavelmente, os que desse fato deduzem que só se comunicam conosco seres malfazejos, cuja única ocupação consista em nos mistificar, não conhecem as comunicações que se recebem nas reuniões onde só se manifestam Espíritos superiores; do contrário, assim não pensariam. É de lamentar que o acaso os tenha servido tão mal, que apenas lhes haja mostrado o lado mau do mundo espírita, pois nos repugna supor que uma tendência simpática atraia para eles, em vez dos bons Espíritos, os maus, os mentirosos, ou aqueles cuja linguagem é de revoltante grosseria. Poder-se-ia, quando muito, deduzir daí que a solidez dos princípios dessas pessoas não é bastante forte para preservá-las do mal e que; achando certo prazer em lhes satisfazerem a curiosidade, os maus Espíritos disso se aproveitam para se aproximar delas, enquanto os bons se afastam.
(4) Como variante dessa opinião, temos a dos que não vêem, nas comunicações espíritas e em todos os fatos materiais a que elas dão lugar, mais do que a intervenção de uma potência diabólica, novo Proteu que revestiria todas as formas, para melhor nos enganar. Não a julgamos suscetível de exame sério, por isso não nos demoramos em considerá-la. Aliás, ela está refutada pelo que acabamos de dizer. Acrescentaremos, tão-somente, que, se assim fosse, forçoso seria convir em que o diabo é às vezes bastante criterioso e ponderado, sobretudo muito moral; ou, então, em que também há bons diabos.
Livro dos Espíritos, Introdução, "Ao Estudo da Doutrina Espírita XIV"
(5) Para os Espíritos, principalmente para os Espíritos superiores, a idéia é tudo, a forma nada vale. Livres da matéria, a linguagem de que usam entre si é rápida como o pensamento, porquanto são os próprios pensamentos que se comunicam sem intermediário.
Muito pouco à vontade hão de eles se sentirem, quando obrigados, para se comunicarem conosco, a utilizarem-se das formas longas e embaraçosas da linguagem humana e a lutarem com a insuficiência e a imperfeição dessa linguagem, para exprimirem todas as idéias. É o que eles próprios declaram. Por isso mesmo, bastante curiosos são os meios de que se servem com freqüência para obviarem a esse inconveniente. O mesmo se daria conosco, se houvéssemos de exprimir-nos num idioma de vocábulos e fraseados mais longos e de maior pobreza de expressões do que o de que usamos. É o embaraço que experimenta o homem de gênio, para quem constitui motivo de impaciência a lentidão da sua pena sempre muito atrasada no lhe acompanhar o pensamento. Compreende-se, diante disto, que os Espíritos liguem pouca importância à puerilidade da ortografia, mormente quando se trata de ensino profundo e grave. Já não é maravilhoso que se exprimam indiferentemente em todas as línguas e que as entendam todas? Não se conclua daí, todavia, que desconheçam a correção convencional da linguagem. Observam-na, quando necessário. Assim é, por exemplo, que a poesia por eles ditada desafiaria quase sempre a crítica do mais meticuloso purista, a despeito da ignorância do médium.
Livro dos Espíritos, Prolegômenos
(6) Em o número dos Espíritos que concorreram para a execução desta obra, muitos se contam que viveram, em épocas diversas, na Terra, onde pregaram e praticaram a virtude e a sabedoria. Outros, pelos seus nomes, não pertencem a nenhuma personagem, cuja lembrança a História guarde, mas cuja elevação é atestada pela pureza de seus ensinamentos e pela união em que se acham com os que usam de nomes venerados.
Livro dos Espíritos, Parte Primeira, Das Causas Primárias, Capítulo II – Dos Elementos Gerais do Universo
ESPÍRITO E MATÉRIA
(7) 26. Poder-se-á conceber o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?
“Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento.”
PROPRIEDADES DA MATÉRIA
(8) 31. Donde se originam as diversas propriedades da matéria?
“São modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito da sua união, em certas circunstâncias.”
32. De acordo com o que vindes de dizer, os sabores, os odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva?
“Sem dúvida e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las.”
A demonstração deste princípio se encontra no fato de que nem todos percebemos as qualidades dos corpos do mesmo modo: enquanto que uma coisa agrada ao gosto de um, para o de outro é detestável; o que uns vêem azul, outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.
33. A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades?
“Sim e é isso o que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo!”
(Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água, por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até as qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento, o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de hidro-
gênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio.
Transformação análoga se pode produzir por meio da ação magnética dirigida pela vontade.)
O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono e todos os corpos que consideramos simples são meras modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que ainda nos achamos de remontar, a não ser pelo pensamento, a esta matéria primária, esses corpos são para nós verdadeiros elementos e podemos, sem maiores conseqüências, tê-los como tais, até nova ordem.
Livro dos Espíritos, Parte Primeira, Das Causas Primárias, Capítulo III – Da Criação
FORMAÇÃO DOS MUNDOS
(9) 38. Como criou Deus o Universo?
“Para me servir de uma expressão corrente, direi: pela sua Vontade. Nada caracteriza melhor essa vontade onipotente do que estas belas palavras da Gênese – ‘Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.’ ”


