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ESPÍRITO

  • svdee1
  • 7 de out. de 2025
  • 6 min de leitura

Atualizado: 28 de fev.

ENTENDIMENTOS

Espírito é uma força que demonstra vontade livre e inteligente; é o ser imaterial oriundo do Mundo Espiritual que, quando está revestido do corpo físico (encarnado), nós o denominamos alma. (1)(2)

A matéria é um laço que prende o Espírito, que, ao mesmo tempo, se serve dela e atua sobre ela. (4)

“Os Espíritos desenharam uma cepa como símbolo do trabalho d’O Criador, com o corpo sendo representado pela cepa; o espírito sendo o licor; e a alma ou Espírito ligado à matéria, o bago.(3)

O Espírito é o princípio inteligente do Universo. Sua natureza íntima não consegue ser percebida pelos homens, somente pelos Espíritos Superiores. E, para estes, fica difícil explicar o que seja o Espírito com a nossa linguagem limitada. Não é sinônimo de inteligência, que é um atributo seu; porém, como ambos têm um princípio comum, o homem confunde os dois.(5)

O Espírito também não é uma propriedade da matéria; ele é independente desta. Porém, a união de ambos é necessária para que a matéria se intelectualize. Essa união só é necessária para a manifestação do espírito (princípio inteligente) para nós, encarnados, porque nossos sentidos não são apropriados para perceber o Espírito sem a matéria. Pode-se conceber o espírito sem a matéria e vice-versa pelo pensamento. (6)(7)

Ele é um dos elementos gerais do Universo, parte da Trindade Universal (Deus, espírito e matéria). Atua sobre a matéria utilizando-se do Fluido Universal em infinitas combinações. (8)

Entretanto, os Espíritos autores desconhecem a origem e a conexão entre o princípio inteligente e o material ou se promanam da mesma fonte, mas, conseguem identificá-los separadamente um do outro, por isso os consideram como dois elementos distintos constitutivos do universo. Não sabem se a inteligência tem existência própria, se é uma propriedade, um efeito ou se é uma emanação d’A Divindade, porém, identificam uma Inteligência Superior dominando e governando esses princípios e distinguindo-Se deles por atributos essenciais. Daí, terem classificado a Trindade Universal: Deus acima do princípio inteligente e do material, que estariam em mesmo nível. (9)


FONTES

Livro dos Espíritos, Introdução, "Ao Estudo da Doutrina Espírita VI"

(1) “A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.

“Há no homem três coisas: 1º, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3º, o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

“Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.

Livro dos Espíritos, Prolegômenos

(2) Fenômenos alheios às leis da ciência humana se dão por toda parte, revelando na causa que os produz a ação de uma vontade livre e inteligente.

A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente e os fatos hão provado que essa força é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio de sinais materiais.

Interrogada acerca da sua natureza, essa força declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do invólucro corporal do homem. Assim é que foi revelada a Doutrina dos Espíritos.

(3) “Porás no cabeçalho do livro a cepa que te desenhamos, porque é o emblema do trabalho do Criador. Aí se acham reunidos todos os princípios materiais que melhor podem representar o corpo e o espírito. O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos.

Livro dos Espíritos, Parte Primeira, Das Causas Primárias, Capítulo II – Dos Elementos Gerais do Universo

ESPÍRITO E MATÉRIA

(4) 22. Define-se geralmente a matéria como sendo — o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições?

“Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria.”

a) — Que definição podeis dar da matéria?

“A matéria é o laço que prende o espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.”

Deste ponto de vista, pode dizer-se que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual e sobre o qual atua o espírito.

(5) 23. Que é o espírito?

“O princípio inteligente do Universo.”

a) — Qual a natureza íntima do espírito?

“Não é fácil analisar o espírito com a vossa linguagem.

Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.”

24. É o espírito sinônimo de inteligência?

“A inteligência é um atributo essencial do espírito. Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa.”

(6) 25. O espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?

“São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria.”

a) — Essa união é igualmente necessária para a manifestação do espírito? (Entendemos aqui por espírito o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades que por esse nome se designam.)

“É necessária a vós outros, porque não tendes organização apta a perceber o espírito sem a matéria. A isto não são apropriados os vossos sentidos.”

(7) 26. Poder-se-á conceber o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?

“Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento.”

(8) 27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?

“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o espírito não o fosse. Está colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima.

Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”

a) — Esse fluido será o que designamos pelo nome de eletricidade?

“Dissemos que ele é suscetível de inúmeras combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.”

(9) 28. Pois que o espírito é, em si, alguma coisa, não seria mais exato e menos sujeito a confusão dar aos dois elementos gerais as designações de — matéria inerte e matéria inteligente?

“As palavras pouco nos importam. Compete-vos a vós formular a vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. As vossas controvérsias provêm, quase sempre, de não vos entenderdes acerca dos termos que empregais, por ser incompleta a vossa linguagem para exprimir o que não vos fere os sentidos.”

Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas nos são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contacto entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um efeito; se é mesmo, conforme à opinião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se nos mostram como sendo distintas; daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A essa inteligência suprema é que chamamos Deus.

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